domingo, 3 de outubro de 2010

BRASIL sem Homofobia.

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Gente, a vida nesse planeta seria muito mais fácil se todos buscássemos entender o próximo, não para julgá-lo e classificá-lo mas para conhecer aquela outra vida, aquela outra realidade que por vez nos ajudará a nos encontrarmos, a progredirmos...pq só assim conhecendo os dois ados da história, a nossa (um pré-conceito) e a nova (um novo conceito), e assimilamos o que realmente importa.
Eu não entendo pq as pessoas se importam tanto com a orientação sexuais dos outros, e esquecem do ser humano que está sendo criticado, humilhado e por vezes machucado por tamanha ignorância!!!
Devemos deixar de nos tratarmos como coisas e lembrarmos que somos todos humanos e que além de tudo temos mente, coração e alma!!
Obrigada por visitarem o nosso blog ;)

o que você faz quando ninguém te vê? :)

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Achei a música bem interessante por falar nas coisas que as pessoas fazem quando ninguém vê...
Ninguém sabe se uma pessoa que se diz homofóbico também nao sente atração por pessoas do mesmo sexo..
Vai saber, né?
rsrs
' Bom, começaremos pelas seguintes perguntas: Será que os meninos escolheram a cor azul, ou o futebol? Será que as meninas escolheram a cor rosa, ou a boneca? Em alguma parte do nosso corpo, temos algum botão que ative a opção Gay.?
NÂO!!
Nesse caso, a esolha amar pode significar uma ofensa à sociedade..
Qual o caminho à seguir?
Não importa a combinação. O que importa é que o preconceito não pode vencer o amor!
Cada um tem o seu Livre Arbítrio e ama quem quiser amar.
Você não precisa ser Homossexual para respeitar um Homossexual.
A pressão é tanta que alguns desistem, mas muitos preferem lutar e ser feliz.
Se liga! Homofobia MATA!
e também é Crime!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ricky Martin assume ser homossexual


'Tenho orgulho de dizer que sou um homem homossexual' diz o cantor.


O cantor pop Ricky Martin disse nesta segunda feira (29) em seu site oficial que tem orgulho de ser homossexual. A notícia se espalhou por sites em grande velocidade, ele postou em seu site a noticia em inglês e espanhol.


"Eu tenho o orgulho de dizer que sou um homem homossexual. Eu sou muito abençoado em ser como sou". disse ele.


Ele afirmou ainda no site que algumas pessoas disseram que ele não podia estragar uma carreira de anos contando uma notícia como esta. Por ser pessoas que ele ama muito, ele decidiu esconder sua opção sexual por todos esses anos.

O texto do site termina com a seguinte frase escrita por Ricky:
"Hoje aceito minha homossexualidade como um presente que me dá a vida. Sinto-me abençoado por ser quem sou!"


matéria: G1
foto: google

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Primeiro casal gay a casar na América-Latina parte em Lua de Mel. *-*



Em dezembro, Alex Freyre e José María Di Bello foram o primeiro casal gay a trocar alianças na América Latina
Foto:Divulgação / EFE


Alex e José viajam sexta-feira para Roma

Alex Freyre, de 40 anos, e José María Di Bello, de 41 anos, embarcam para Roma nesta sexta-feira. Os dois, argentinos de Buenos Aires, vão à Itália para passar a Lua de Mel.

Além da viagem, os dois têm mais motivos para comemorar. O Senado argentino permitiu, em votação que terminou na madrugada desta quinta-feira, que outros homossexuais se casassem.

Você acredita que os parlamentares brasileiros aprovariam uma lei semelhante à argentina? Dê sua opinião.
meses, antes de a prática ser legalizada no país, sendo os primeiros gays a trocarem alianças na América Latina. A permissão para o matrimônio veio depois de uma batalha de nove meses na Justiça. Desde 28 de dezembro de 2009, o casal Alex e José têm os mesmos direitos de casais heterossexuais — direitos que foram estendidos a todos os gays e lésbicas da Argentina.

— É uma proteção para nossas famílias e o reconhecimento de nossos direitos fundamentais. O primeiro e maior obstáculo que enfrentamos foi criar coragem e confiança para buscarmos nosso casamento — disse Alex, que trabalha como diretor executivo da Associação Buenos Aires SIDA.

A aprovação do casamento gay na Argentina não foi sem conflitos.
Protestos contra e a favor da medida tomaram conta de Buenos Aires. Em jogo não estava apenas o direito de casar, mas também de adotar. Quando perguntado se pensa em ter filhos, Alex diz que pretende alcançar a estabilidade financeira e ter casa própria para amadurecer a ideia.

No Brasil, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legalizado. Entretanto, alguns casais já assinaram contratos de união estável. Os porto-alegrenses Roberto, de 38 anos, e Marcelo, de 39, vivem juntos há seis anos. Há três eles formalizaram a relação em busca de garantias civis.

— Direitos civis, direitos de partilha, são extremamente importantes. Isso nós já temos por aqui, mas seria bom que o casamento gay fosse legalizado logo. Acho que foi um avanço para os argentinos, mas devo confessar que já fico satisfeito com o fato de não me impedirem de ser homossexual, como fazem em países como o Irã — diz Roberto.

Veja como é a situação dos casais homossexuais em outros países

Roberto conta que já discutiu com um casal de amigas lésbicas a possibilidade de usar a inseminação artificial para que tenham filhos. A ideia ainda será amadurecida pelos dois casais.Como uma numerosa família, viveriam felizes para sempre.

— Nossos filhos teriam dois pais e duas mães. Além de muito amor, ia ser muito pouco provável que ficassem órfãos — brinca.



Fonte: ZEROHORA.COM

{antes de tuudo} Grupos contrários e favoráveis ao casamento gay entram em confronto na Argentina


Manifestantes foram separados por policiais
Foto:Juan Mabromata, AFP



Senado debate nesta quarta-feira projeto de lei que permitirá a união entre homossexuais

Defensores e opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo confrontaram-se verbalmente nesta quarta-feira em frente ao Congresso argentino, onde o Senado debate um projeto de lei que, se aprovado, permitirá o casamento entre homossexuais.

"Igreja, lixo, vocês são a ditadura!", gritavam centenas de representantes de organizações homossexuais e de partidos de esquerda contra integrantes de grupos católicos que respondiam com orações e elevando imagens da Virgem Maria, mostraram as emissoras locais.

Diante das agressões, os grupos foram separados por policiais, que receberam uma chuva de laranjas e ovos.

Organizações católicas e evangélicas realizaram nesta terça-feira um ato diante do Congresso para pedir aos senadores que não aprovem o projeto.

Os incidentes ocorreram em um momento em que o Senado debate a iniciativa que autoriza o casamento homossexual, em uma votação que deverá ser acirrada.



Fonte: AFP

Argentina aprova lei que autoriza casamento homossexual



- Milhares de pessoas acompanharam a votação em frente ao Congresso argentino, em Buenos Aires
Foto:Juan Mabromata, AFP



Projeto recebeu 33 votos a favor e 27 contrários


Em uma polêmica que dividiu a população e os políticos do país, o Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira o controverso projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A lei teve 33 votos favoráveis e 27 contrários. Três senadores se abstiveram da votação.

Segundo o texto do projeto, "o casamento terá os mesmos requisitos e efeitos, independente de os contratantes serem do mesmo ou de diferente sexo". Um dos pontos mais controversos dessa equiparação está na possibilidade de os casais homossexuais adotarem crianças.

O projeto rachou as fileiras do próprio governo argentino. O tema — que também provocou divisões na oposição — gerou, segundo analistas, o maior debate na sociedade argentina desde a votação da lei do divórcio, em 1987.

De acordo com o jornal argentino El Clarín, a senadora Victoria Blanca Osuna, da Aliança Frente Justicialista, foi uma das parlamentares que se manifestou favorável à iniciativa.

— Não são questões religiosas ou morais as que estão em jogo aqui. Estamos estabelecendo a responsabilidade da democracia com minorias discriminadas.

José Mayans, da Frente para la Victoria, se manifestou contra o projeto porque considera o matrimônio entre homem e mulher "fundamental" para o "sistema social".

— Não creio que nós estejamos cometendo discriminação ou negação de direitos. A instituição do casamento não pode ser aniquilada. Se uma pessoa se sente discriminada tem de recorrer à Justiça — afirmou.

Defensores e opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo confrontaram-se verbalmente em frente ao Congresso argentino, onde os dois grupos fizeram manifestações até a madrugada de hoje, apesar da temperatura em torno dos 5°C. "Igreja, lixo, vocês são a ditadura!", gritavam centenas de representantes de organizações pró-homossexuais e de partidos de esquerda contra integrantes de grupos católicos, que, por sua vez, respondiam com orações e imagens da Virgem Maria.

De acordo com a consultoria Isonomia, que realizou uma pesquisa em toda a Argentina, 46,2% dos entrevistados se manifestaram contra o casamento gay e 39,8% a favor. Outros 14% não têm opinião formada. Já o instituto Analogías, que ouviu somente a população das maiores cidades, apurou que 68,5% são a favor, enquanto 29,6% são contra.

Fonte: ZERO HORA

Homossexuais estão mais presentes nas redes sociais do que os héteros



Antes de mais nada, leve em consideração que a pesquisa foi feita com homossexuais assumidos. A galera que ainda está dentro do armário não conta aqui. Voltando… Um relatório produzido por uma empresa especializada em pesquisa de mercado nos Estados Unidos mostra que 73% dos gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, transgêneros e o resto da sigla possuem perfís no Facebook. Entre os heterossexuais, o número cai para 65%.

No Twitter, a diferença é ainda maior. O estudo mostra que 29% dos homossexuais estão por lá. Enquanto isso, somente 15% do héteros utilizam o serviço. Além do Facebook e o microblog, o público GLBTT(UVXZ) também tem uma presença muito forte em redes como MySpace e LinkedIn.

A pesquisa também mostrou que os homossexuais leem mais blogs de política, notícias, cultura pop e música. Entre os gays, 54% responderam que procuram esse tipo de conteúdo na internet. Somente 40% dos héteros disseram o mesmo.

Esses números ajudam muito empresas que são voltadas especificamente para esse público. Já que eles estão nas redes sociais, a sua marca também deveria estar.

De onde vem a homossexualidade?

Muito se discute hoje se as origens da homossexualidade são de bases essencialmente genéticas ou ambientais. O fato é que não há comprovações científicas. Se for genético, devem haver genes, mas não se trataria de um único gene, e sim de um caso mais complexo de vários genes interagindo, até com o meio, o que tornaria muito mais difícil a tarefa de associar um gene a uma característica.
autismo é genético, mas suas bases não estão determinadas. Tal qual o homossexualismo, trata-se de um comportamento e, por isso, limitar as suas causas torna-se bem complicado. No fundo, creio que haja uma predisposição genética a gostar mais de um sexo do que de outro, o que significa uma influência genética.
Em termos comportamentais, os genes não determinam nada. Não se diz se você tem o gene da raiva, o gene da simpatia, o gene da coragem. Mas podem haver predisposições, que são muito moldadas pelo meio, principalmente nas fases iniciais da vida. No caso de homossexuais, muitos meninos são estigmatizados durante a infância porque são mais afeminados, gostam de brincadeiras de meninas e outros. Isto tudo pesa a favor da influência genética.
Agora, vale a pena definir o que é ser homossexual. Se você sente atração pelo mesmo sexo, mas nunca se relacionou com o mesmo, você é homossexual? Ou você só passar a ser homossexual a partir do momento que mantém relações? Eu acredito mais na primeira opção, porque o que importa é o desejo, a atração, a vontade latente.

Mas, que fique bem claro, para assumir a homossexualidade e passar a ter relações com o mesmo sexo, é óbvio que é influência do meio. Porque se você vive numa família tradicional, numa escola conservadora, com influências religiosas, a tendência é que se esconda o desejo por causa da discriminação que há. Porém, se você crescer num ambiental mais liberal, ficará mais à vontade para assumir.
Logo, a predisposição genética deve existir na atração, mas como lidar com isso é principalmente ambiental, porque não implica só no desejo, mas no status social, na aceitação ao grupo, na questão familiar, no trabalho e tudo o que te rodeia.
Pode ser que no futuro a ciência esteja mais próxima de indicar as origens deste comportamento, mas não conseguirá quantificar ou determinar, e o tema continuará sendo um jogo entre a genética e o ambiente.

14 anos de parada gay não dizem nada aos políticos?




Fonte: http://paigay.blogspot.com

terça-feira, 13 de julho de 2010

DISCRIMINAÇÃO CONTRA HOMOSSEXUAIS : SENADO PROPÕE ENQUETE PRECONCEITUOSA.

Bah, uma amiga me encaminhou um email com conteúdo indignante. Dizia que no site do Senado há uma enquete que pergunta aos internautas se eles são a favor ou contra o projeto de lei que prevê a punição para discrminação contra homossexuais. Só o fato disso ser questionado, de alguém acreditar que a discriminação, de qualquer tipo, não precisa ser penalizada, já é ridículo.
Vindo do Senado, então, pior ainda. Mas o mais absurdo de tudo isso é o fato de quase a metade das pessoas que responderam à pergunta bizarra são contra o projeto de lei. Então, por favor, quem puder protestar contra essa insanidade, entre no site do senado e vote em SIM - sou a favor do projeto de lei que penaliza a discriminação contra homossexuais.
Fala sério, cuidar da situação do País eles não cuidam...

fonte: Milara Silva.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Existe discriminação contra homossexuais no mercado de trabalho?

Será que as empresas discriminam profissionais homossexuais ? Até que ponto essa discriminação afeta as relações de trabalho? Infelizmente, mesmo estando às portas do século 21, perguntas como essas ainda são difíceis de serem respondidas.

De acordo com as leis federais, é proibida a diferença de salário, exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Uma luta constante da sociedade atualmente é pela inclusão de uma emenda nesse artigo, com a entrada do termo "orientação sexual" na lei. Somente com essa emenda, a discriminação dos homossexuais poderia efetivamente aparecer na constituição e ser tratada abertamente.

Um exemplo da luta contra a discriminação é o Grupo Gay da Bahia, a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais do país. O GGB é uma entidade organizada para defender os direitos da comunidade homossexual da Bahia e do Brasil, lutando contra qualquer forma de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. O grupo organiza diversos encontros e palestras informativas e ajuda as vítimas de discriminação com um serviço de esclarecimento dentro das empresas.

O grupo guarda um grande arquivo com casos de preconceito nas mais diferentes situações de trabalho. Desde atores que são insultados na rua por interpretarem homossexuais até casos mais graves, como demissões provocadas por denúncias, muitas vezes infundadas, de comportamento escandaloso dos funcionários. Dispensas sob alegação de falta de interesse e postura indevida também são comuns nesses casos.

O preconceito sofrido pelo grupo homossexual pode ser considerado o mesmo que atinge negros, mulheres, deficientes físicos e mentais. Ele é velado, dificilmente aparece e, na maioria das vezes, não é divulgado. "Acredito que os homossexuais sofrem tanto preconceito na hora da contratação como os deficientes físicos, negros e mulheres. Algumas empresas ainda têm esquemas muito arcaicos de contratação", diz Rudney Pereira Junior, consultor de recursos humanos da Foco.

Hoje é mais comum encontrar homossexuais em profissões liberais e autonômas, onde o mercado é mais aberto. É claro que as preferências sexuais do candidato não são citadas durante uma entrevista. Ainda existe um tabu muito grande nessa área e a idéia do "homossexual caricato" continua muito presa à imagem do grupo.

Segundo o consultor da Foco, nas empresas, tudo depende muito da política de contratação e das exigências de cada uma. "Vários homossexuais passaram pela minha seleção e foram encaminhados para as empresas sem nenhum problema. Acredito que a condição ou orientação sexual de uma pessoa é algo que não deve interferir na carreira e no trabalho", finaliza Junior.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Você sabe o que é Homofobia?

;)

Preconceito Afasta homossexuais da Escola.


- carmen Lúcia lembra do preconceito que sofreu na escola por ser homossexual .

Quando o assunto é homossexualidade parece que o preconceito do brasileiro começa já na escola. É o que comprovam os dados de uma pesquisa realizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 2004, com estudantes de 13 capitais do país e do Distrito Federal. 25% dos alunos pesquisados afirmaram que não gostariam de ter um colega de classe homossexual. E foram acompanhados por 20% dos pais, que disseram que não gostariam que os filhos estudassem com colegas homossexuais.

Teresina não integrou a pesquisa da UNESCO, mas os dados parecem se confirmar por aqui também. Pelo menos é isto o que demonstra a história de Carmem Lúcia Ribeiro, hoje com 24 anos e trabalhando como agente de proteção social, ela ainda não conseguiu esquecer o período turbulento da escola. Com apenas 16 anos, além de enfrentar as dificuldades naturais da adolescência, Carmem teve que conviver com o preconceito de quase todas as colegas de turma, que a isolavam apenas pelo fato de ser lésbica. “Como eu era meio estereotipada, as pessoas da turma começaram a me perseguir. Quando eu chegava à escola, minha carteira estava riscada com o nome de ‘sapatão’. As pessoas também colocavam estas mensagens nos banheiros”, relembra. A perseguição chegou ao ponto de que todas as meninas da sala pararam de falar com a estudante. Para enfrentar a sensação de isolamento e a tristeza, Carmem mergulhou nos estudos. “Eu me sentia muito mal, então resolvi me dedicar bastante aos estudos, pois eu imaginava que se ninguém queria falar comigo eu precisava, pelo menos, me destacar em alguma coisa”, conta. A estratégia deu certo, depois de um ano de perseguição, ela mudou de turma na escola e acabou encontrando um ambiente livre de hostilidades. “Acabei conquistando bons amigos e, no fim das contas, consegui concluir meus estudos”, diz. Mas nem todas as histórias têm finais felizes como o de Carmem. Estudos demonstram que a evasão escolar é grande entre os homossexuais. As travestis são as que costumam sofrer maior preconceito. Estudo realizado no Rio de Janeiro, em 2003, demonstrou que 90% das travestis pesquisadas que abandonaram os estudos, o fizeram por causa da discriminação. Professores não sabem lidar com discriminação em sala de aulaO professor Herbert Medeiros, que atua na rede estadual de ensino do Piauí, conta que os casos de preconceito como os sofridos por Carmem são comuns nas escolas locais. “A gente percebe o preconceito de um modo geral. E na escola isto não é diferente. Geralmente, este preconceito é direcionado para aquele aluno que tem um padrão de comportamento diferente do que se convencionou chamar de normal”, explica. Segundo Herbert, mesmo quando este preconceito assume uma face mais agressiva, muitos professores optam por não interferir, o que prejudica os alunos vítimas de perseguição. “Existem certos tabus dentro das escolas. Alguns temas mais espinhosos que os professores não abordam e isto pode levar aquele aluno vítima a, inclusive, desistir dos estudos”, destaca. Certas vezes, além de não saber lidar com a questão, o preconceito está no próprio professor. “A escola é um lugar de formadores de opinião, mas, muitas vezes, na minha sala de aula o próprio professor fazia alguma piada maldosa sobre homossexuais e acabava atiçando o restante dos adolescentes”, denuncia Carmem.Durante todo o ano de 2008, o professor Herbert Medeiros participou do projeto Direitos Humanos: Tô dentro, executado em escolas públicas de Teresina pelo Matizes, grupo que atua na defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais do Piauí. Durante o trabalho, foram realizadas oficinas com estudantes que abordaram questões de discriminação e preconceito dentro de algumas escolas de Teresina. A ação permitiu identificar muitos casos de preconceito não só contra homossexuais, mas contra todos os estudantes que fugiam de um determinado padrão. “Foram muitos os enfoques. Mas ficou destacada esta questão da violência diante da diferença. Muitas vezes não é uma violência física, mas uma violência emocional, que o professor deve estar preparado para identificar e lidar com a questão. Mas, na maioria das vezes, isto não acontece”, alerta Herbert. Apesar das dificuldades, exemplos como o de Carmem Lúcia demonstram que mesmo diante dos problemas e do preconceito enfrentado na sala de aula, os alunos homossexuais não devem desistir dos estudos. “A evasão escolar não resolve nada. Está sendo vítima de preconceito? Respire fundo e siga em frente. Procure novos amigos, novas experiências e nunca deixe de estudar. Você vai ficar mais fortalecido com tudo isso”, acredita a jovem.
Autor/Fonte: Clarissa Poty / Jornal O Dia

HOMOSSEXUALIDADE & PRECONCEITO '

A noção de uma sexualidade normal cujo desvio, a depravação, é definida como "contra a natureza", encontra sua base na concepção teológica de uma Natureza Humana. Esta posição filosófica, derivada do pensamento grego e que postula a existência de inclinações naturais nas coisas, foi incorporada à tradição judaico-cristã, acrescida da idéia de pecado, e passou a constituir as bases dos valores morais da cultura ocidental. Alegando-se uma natureza comum aos homens e aos animais, toda vez que a sexualidade desvia da finalidade primeira, natural e universal que a referência animal nos mostra - união de dois orgãos sexuais diferentes para a preservação da espécie - estamos diante de uma perversão, ou seja, de uma prática sexual contra a natureza: pedofilia, masturbação, heterossexualismo separado da procriação, homossexualismo, sodomia...
Este discurso teológico levou a certas ações jurídicas destinadas a reprimir todo ato "contra a natureza". As práticas perversas foram consideradas um atentado ao pudor ou à opinião pública, acarretando severas sanções.A psiquiatria clássica que surge no século XIX dá continuidade às posições teológicas e jurídicas. Por outro lado, ela alega que aqueles que têm práticas sexuais contra a natureza devem ser tratados e não punidos: o que é penal passa a ser da ordem médica. Algumas práticas sexuais são então qualificadas de "patológicas", o que faz surgir novas formas de perversões e novas nomenclaturas na tentativa de definir a sua especificidade. É assim que, por exemplo, que o médico húngaro Benkert cria em 1869 o termo de "homossexualidade" a fim de transferir do domínio jurídico para o médico esta manifestação da sexualidade. Entretanto, a louvável atitude do Dr Benkert ao despenalizar o homossexualismo teve conseqüências que foram potencializadas no século XX: os comportamentos sexuais transformaram-se em identidades. Pois enquanto o sodomita era aquele que praticava atos jurídicos proibidos, o homossexual do Séc. XIX transformou-se em um personagem. Nada de seu todo escapa à sexualidade. O sujeito passou a ser julgado, valorizado, aceito ou rechaçado a partir de sua prática sexual.Se em nossa cultura ocidental a referência judaico-cristã marcou fortemente aquilo que seria "normal" em termos de prática sexual, estudos sócio-antropológicos são ricos em exemplos que mostram como outras culturas têm concepções diferentes da sexualidade. À parte os conhecidos exemplos da Antiguidade Clássica temos outros povos, como certas nações indígenas do Brasil, onde a prática de "fazer cunin", fazer sexo, é muito comum e explícita principalmente entre os solteiros. Hoje sabemos que o ser humano é regido pela dimensão do desejo que, submetido às leis da linguagem, frustra qualquer apreensão direta de sua finalidade. Ao buscar o prazer, a sexualidade escapa à ordem da natureza e age a serviço próprio "pervertendo" seu suposto objetivo natural: a procriação. Subordinar a sexualidade à função reprodutora é "um critério demasiadamente limitado", adverte Freud. Isto vem mostrar à biologia, à moral, à religião e à opinião popular, o quanto elas se enganam no que diz respeito à natureza da sexualidade humana: a sexualidade humana é, sem si, perversa - entendida aqui em seu sentido primeiro: desvio de uma finalidade específica. Ou seja, em se tratando de sexualidade, não existe "natureza humana" pois a pulsão sexual não tem um objeto específico, único e muito menos pré-determinado biologicamente.
Tanto o heterossexualismo quanto o homossexualismo são posições libidinais e identificatórias que o sujeito alcança dentro da particularidade de sua história: as duas formas de manifestação da sexualidade são igualmente legítimas. Tratar o homossexualismo como perversão, depravação, pecado e outros tantos adjetivos é uma visão reducionista e preconceituosa, reflexo do imaginário judaico-cristão, que privilegia problemas de alcova - situa os principais pecados da humanidade nos quartos de dormir! - deixando fora do debate as verdadeiras questões éticas.
Paulo Roberto Ceccarelli*